Monday, October 10, 2005

Corpos....poesia....

Aqui vai, uma peosia que escrevi, logo após que vi, debaixo da ponte, um irmãozinho.

Como sou um bundão, não "fiz" nada. Meditei como alguns mendigam pão.

Outros mendigam Amor, Sexo, Atenção...

Destilo um mistério íntimo, em poesia.

Sem mais,

B.

* * *

Corpos rasgados,
Ao léu,
Gris como o cimento.
Sujo, inconstante,
Trapos em desalinho
Norte Ausente
O dia que arde escuro
O sentido transmuta-se ao Nada.

Tímido,
Um facho de Luz
Na triste alvorada
Disfarçada, Mascarada, Nublada
Um falso arlequim do "não ser".

Mostram-se cicatrizes.
Chagas em Aberto
Sutura com a linha tênue do Absoluto

Crava

Costura

Drene

Cure

Limpe

O Amor encarnado nesse frágil templo.

E o Vazio, Informe,
Magro
Inebriado pela Palavra,
Sacromaquia
Ao caminho da Cruz
Os teus pedaços arrancados
É o tecido que traz uma nova côr.
Ao baile de ossos
que compõe minha estranha poesia.


* * *

1 Comments:

Anonymous Neide Multini said...

Oiiiiiiiiiii, Bru que linda poesia, é mesmo a sua cara...toda essa verdade explícita, toda essa paixão pelas palavras e todo essa intensidade de amor fraterno.
Demais, amo você pelo que você é, pelo que você se mostra a cada palavra, pelo que eu sinto quando leio suas poesias e ou ouço suas histórias sempre tão loucas, pelo que você faz renascer ou remoer meus sonhos mais profundos e meu ministério espiritual de "apascentar as ovelhar".
Te amo demais, parabéns por mais esse poema.
Deus o abençoe grandemente amado e que assim seja todos os dias do resto de sua vida.
Beijocas

10:37 AM  

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